Visita ao sistema prisional de AL é suspensa após decisão de paralisação

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A visitação aos reeducandos do sistema prisional, que ocorreria neste sábado (7), está suspensa. O motivo é a paralisação de 72 horas dos agentes penitenciários, iniciada nesta sexta-feira (6).

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen) decidiu interromper as atividades em assembleia realizada na última terça (3).

A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), através da assessoria de imprensa, informou que recebeu as reivindicações dos agentes, e reconhece que há a necessidade de melhores condições de trabalho no Sistema Prisional.

Além disso, a Seris afirma também que vem mantendo um canal permanente de negociação com a categoria, e confirmou que as visitas estão suspensas, até que a situação se resolva.

De acordo com o presidente da categoria, Cleiton Anderson, somente os serviços essenciais serão mantidos.
“Serviços como segurança, interna e externa, alimentação, medicação, atendimento de urgência e escolta estão mantidos. Mas interrompemos as visitas, o atendimento psicológico e assistencial até domingo, que é quando encerraremos essa paralisação”, explica Anderson.

O vice-presidente do sindicato, Petrônio Lima, informou que o comunicado da paralisação foi protocolado na Secretaria de Estado da Ressocialização de Inclusão Social (Seris).
“A categoria chegou ao seu limite. Já protocolamos várias reuniões para discutir a questão da nossa campanha salarial de 2016, mas não fomos atendidos, por isso decidimos paralisar. Alguns acordos até foram feitos em dezembro, mas nenhum foi cumprido”, explicou Lima.
Na próxima terça (10), a categoria se reunirá para uma nova assembleia, onde serão definidos os rumos da paralisação.

Contratados como concursados
Na última segunda-feira, uma liminar autorizou os agentes penitenciários contratados a usarem armas no sistema prisional. A decisão, do juiz José Braga Neto, da 16ª Vara, determinou que, por causa do baixo efetivo, as funções dos agentes concursados e contratados fossem divididas igualmente.
Assim, os contratados podem usar armas de fogo durante o serviço, além de participarem de atividades de escolta e segurança de reeducandos.
A decisão chegou a ser suspensa após um pedido do Sindapen, mas o pedido foi anulado, em caráter temporário, pela liminar.
“Essa decisão é uma desvalorização dos agentes penitenciários. O que queremos é um cronograma de concurso. Isso é um absurdo, hoje o agente desempenha a função de dez”, disse o vice presidente do Sindapen.

G1 AL