Projeto qualifica mulheres no setor da construção civil

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Alunas durantes manuseio de blocos de gesso

O projeto “Construindo com Mulheres” da Secretaria Municipal de Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), por meio da Diretoria de Trabalho e Emprego, segue com suas atividades em andamento. Nesta sexta-feira (20), as alunas do curso de Aplicação de Gesso puderam vivenciar como é realizado o manuseio de blocos em um canteiro de obras.

A proposta do projeto é qualificar profissionalmente mulheres em situação de vulnerabilidade social no setor da construção civil.  “A ideia é que elas possam vivenciar a realidade do setor em sua totalidade”, ressalta o secretário da pasta, Jurandir Bóia.

Segundo especialistas, o futuro da construção civil aponta para o uso cada vez maior do gesso, seja em revestimentos, rebaixamentos ou divisórias, o que deverá fazer com que aumente a procura por profissionais qualificados.

“Vemos muitas obras sendo construídas na cidade e com esse curso ficamos mais seguras na hora de deixar o currículo em algum lugar. Estar qualificada é importante demais e vamos  poder dar opinião até nos serviços que, às vezes, fazem nas nossas casas”, destaca Maria Quitéria, que é aluna do curso e mora no bairro de Jacarecica.

Maria Cecília acredita que, no começo, os homens vão estranhar a presença de mulheres nas obras. “Sei que eles vão nos respeitar e se acostumar com o tempo, até porque estamos recebendo qualificação para isso. Trabalhamos com o revestimento de gesso e acabamento, porque o toque feminino, querendo ou não, é diferente”, destaca a aluna.

Nas aulas de Gerenciamento de Obras, as participantes tomam conhecimento sobre as obrigações de um empreiteiro/mestre de obras que vão desde os serviços preliminares, como o desenvolvimento de um Memorial Descritivo – que tem a função de propiciar a perfeita compreensão do projeto e de orientar o construtor para a boa execução da obra-, até os mais serviços gerais, como garantir durante todo o processo a boa organização e limpeza da obra.

“Estamos conseguindo assimilar bem o que a professora tem ensinado. Em casa tenho recebido um grande incentivo, principalmente, por ser uma oportunidade de qualificação gratuita e que traz a possibilidade de muitas mulheres, como eu, que casaram, tiveram filhos e não trabalham, conquistarem a sua independência e seu espaço”, destaca Mariane da Silva, que mora no Trapiche.

As aulas são realizadas no Consolador – Centro de Formação Profissional, localizado na Rua Professor Virgílio Guedes, 1006, Ponta Grossa.

Sara Thalassa – Ascom Semtabes