Presos pela morte da cantora Loalwa Braz chegam a presídio em Bangu, no RJ

Trio chegou na noite de sexta (20) na Cadeia José Frederico Marques. Cantora do hit ‘Chorando se foi’ foi carbonizada na quinta (19) em Saquarema.

Os três suspeitos da morte da cantora Loalwa Braz, encontrada morta carbonizada dentro de um carro em Saquarema, na Região dos Lagos, foram chegaram à Cadeia Pública José Frederico marques, localidade no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (20). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Eles deixaram a 124ª Delegacia de Polícia, em Saquarema, por volta das 13h de sexta.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Leonardo Macharet, titular da 124ª Delegacia de Polícia, o funcionário da pousada de Loalwa Braz Vieira, onde ela também morava, “não demonstrou nenhum tipo de arrependimento” ao confessar participação na morte da cantora de “Chorando se foi”. Ainda segundo o delegado, a conduta dele foi “incompatível com a natureza humana”.

“Uma pessoa que não demonstrou nenhum tipo de arrependimento pela prática de um crime tão bárbaro. Ele viu que não teria solução, ele não teria como sustentar aquela versão, e isso possibilitou o encerramento do caso”, disse o delegado Leonardo Macharet. Segundo o delegado, a motivação do crime foi patrimonial.

O crime
Loalwa foi encontrada carbonizada dentro de um carro em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio nesta quinta-feira (19). Três suspeitos de envolvimento na morte foram presos e autuados pelo crime de latrocínio, cuja pena máxima é de 30 anos.

A família de Loalwa foi à Delegacia, e um irmão da vítima prestou depoimento. Ele disse, segundo o delegado titular da 124ª DP, que Loalwa já tinha a intenção de dispensar o caseiro por não estar satisfeita com os serviços prestados.

Familiares estiveram na tarde desta sexta no Instituto Médico Legal de Araruama, mas o IML não soube informar o grau de parentesco. Ainda de acordo com o IML, o corpo ainda depende de decisão judicial para a liberação. De acordo com o instituto de Araruama, a coleta de material biológico foi feita. É necessário que a família tenha uma decisão judicial que autorize o exame de DNA para comparar o material com o de um familiar próximo, de acordo com o instituto. Para a retirada do corpo, também é preciso ter determinação judicial. O laudo sobre as causas da morte da cantora segue em aberto, segundo o instituto.

Segundo a polícia, o funcionário confessou que Loalwa ainda estava viva quando o carro foi incendiado.

Segundo o delegado Leonardo Macharet, titular da 124ª Delegacia de Polícia, o funcionário de Loalwa foi levado à delegacia para prestar depoimento porque estava nervoso quando foi abordado na pousada; ele confessou envolvimento no crime, de acordo com a polícia. O homem de 23 anos estava com a camisa rasgada e chegou a dizer à polícia, ainda na pousada, que também havia sido vítima de agressão. O funcionário já tem passagem pela polícia por roubo.

O segundo suspeito, de 21 anos, preso na tarde desta quinta-feira (19); ainda de acordo com a Polícia Civil, foi o mais ativo no caso. O terceiro envolvido, de 18 anos, foi preso no Guarani, em Saquarema.

O crime
A Polícia Civil informou que o trio bateu na mulher com um galho e usou uma faca na abordagem do assalto, dentro da pousada. Como Loalwa gritava muito, eles a levaram para o carro para tirá-la do local. Na fuga, o carro teria apresentado problemas no motor e, por isso, eles decidiram colocar fogo no veículo com ela dentro, de acordo com a Polícia Civil. Dentro do veículo também foi encontrado um botijão de gás.

O delegado Leonardo Macharet disse que foram levados cerca de R$ 15 mil, louças, discos da cantora e porcelana.

A Polícia Civil informou que um disco da cantora, um HD, um vaso de cerâmica e uma faca foram apreendidos no local.

Ainda de acordo com a polícia, homens invadiram a pousada de Loalwa, de 63 anos, onde ela também morava, e a colocaram no carro onde o corpo foi encontrado, na Estrada da Barreira, no Distrito de Bacaxá. A 124ª Delegacia de Polícia investiga o caso.

De acordo com a investigação, pelo menos dois homens invadiram o local – funcionários chegaram a relatar que teriam sido quatro invasores. Loalwa gritou por socorro e um funcionário foi quem pediu a outro para chamar a polícia. Os dois já foram ouvidos pela polícia.

Logo após a notícia da morte de Loalwa, diversos fãs e amigos prestaram solidariedade nos comentários na última postagem da cantora na rede social.

“Como eu dancei com ela. Deixará saudades. Hoje temos ritmo, mas, infelizmente, não temos letra”, disse um deles. Outro fã homenageou a cantora de um dos maiores hits da lambada reverenciando a trajetória da Loalwa. “Que triste, perdemos a rainha da lambada… #ChorandoSeFoi”.

g1

21/01/2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *