PM que teve casamento com outra mulher reconhecido comenta nascimento de trigêmeos: Apaixonante

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Mesmo por telefone, é possível perceber que o amor transborda da soldado da Polícia Militar do Rio Lorrany Figueiredo, de 30 anos. Um ano após ter seu casamento com outra mulher reconhecido – união civil estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurada por decisão do Superior Tribunal Federal (STF) -, ela deu à luz trigêmeos. Ainda internada numa maternidade na capital, a PM conversou com o EXTRA e falou da experiência que classificou como “apaixonante”.

– Eles nasceram no dia do aniversário da outra mamãe (Lidiane Figueiredo, de 35 anos) e na véspera do Dia das Mães. As coisas se encaminharam para isso. (O parto) Estava previsto para o dia 11. Mas aí a minha pressão ficou alta e a médica antecipou o parto. Mas correu tudo da melhor maneira possivel – contou Lorrany, sem esconder a alegria.
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Segundo ela, os filhos nasceram com a saúde ótima: Benício, Samuel e Vicente sequer tiveram necessidade de ficarem na UTI Neonatal. Todos seguiram direto para o quarto.

Lorrany contou ainda que, desde o início da relação com Lidiane – iniciada há seis anos e um mês -, ficou definido que ela ficaria grávida:

– A outra mãe sempre quis ter um filho, mas não queria gerar. Já eu sempre quis gerar. Foi um encontro de almas.

Sem preconceito

Lotada no Estado-Maior da PM, onde trabalha na parte administrativa, a soldado disse que não enfrentou qualquer tipo de preconceito por parte dos colegas de farda.

– Eles sempre respeitaram desde o começo. Me tratam normalmente. Desde o início, sempre tive respeito. Meus comandantes já me ligaram aqui no hospital para me dar os parabéns, assim como colegas – disse ela, que está há seis anos na corporação.
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Agora, em licença-maternidade, Lorrany só tem um pensamento: ficar ao lado de seus trigêmeos.

– É hora de paparicá-los muito. É só no que penso – disse ela.

EXTRA