Mamães: saibam como acabar com a boca amarga na gravidez

Gosto metálico e alterações salivares são comuns em gestantes, mas podem ser aliviados com higienização eficaz e ingestão de água

Manter a higienização bucal frequente e eficiente é a melhor forma de minimizar o sintoma da boca amarga, nunca se esquecendo do uso do fio dental.
Manter a higienização bucal frequente e eficiente é a melhor forma de minimizar o sintoma da boca amarga, nunca se esquecendo do uso do fio dental.

Embora não aconteça com todas as gestantes, a disgeusia (alteração ou redução do paladar) é um problema que perturba algumas das futuras mamães. Profissionais acreditam que os possíveis culpados disso são os hormônios, substâncias bem famosas nessa época da vida da mulher. Essa matéria pretende ajudar as grávidas a lidar com esse problema que incomoda, mas é passageiro.

Alguns profissionais ainda “culpam” outros hábitos típicos dessa fase da mulher para justificar essas alterações no paladar como o uso de vitaminas pré-natais e pílulas hormonais, por exemplo.

Exatamente por esses motivos, esse problema bucal é difícil de ser combatido. “Apesar de não acometer todas as gestantes, é um sintoma normal que é consequência das mudanças do corpo da mulher, mas que ainda não tem como ser evitado”, diz Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Aliviando sintomas
Embora não possa ser evitado, a disgeusia pode ser amenizada. “Manter a higienização bucal frequente e eficiente é a melhor forma de minimizar o sintoma, nunca se esquecendo do uso do fio dental. E manter hábitos que incentivam a produção de saliva como mascar chiclete e chupar balas (sem açúcar), também ajuda na limpeza bucal e na eliminação do gosto ruim da boca”, diz Frederico.

O especialista também indica gargarejos com soluções específicas indicadas pelo profissional, comer ou tomar sucos de frutas cítricas (que têm o gosto bastante ácido que neutraliza o sabor amargo da boca) e beber bastante água para deixar o ambiente hidratado e limpo.

Bebê a salvo!
Apesar de ser um sintoma passageiro e que não faz mal à saúde do bebê, esses sintomas podem ser bem chatos e atrapalhar essa fase tão bonita das mulheres. “Quando o problema vem acompanhado de mau hálito (por falta de saliva), salivação excessiva e dificuldade na alimentação, uma vez que a paciente não consegue sentir o gosto real das coisas, a situação pode se tornar algo maior”, diz Eduardo.

Por isso, é fundamental que as gestantes procurem, além do ginecologista/obstetra, um dentista para que elas saibam como lidar com todos os obstáculos desse período, inclusive os bucais, que como vimos, podem ser mais chatinhos do que se imagina.

 Site Terra.