Estado transfere mais 240 presos para evitar confronto entre facções

240 presos que tinham sido transferidos nesse domingo (15) para a Penitenciária de Segurança Máxima, inaugurada neste fim de semana, serão encaminhados nesta segunda para o interior de Alagoas, por conta do clima de tensão gerado pelas mortes de dois detentos.

Serão recebidos no Presídio do Agreste os reeducandos que podem estar ligados ao grupo criminoso rival ao dos detentos que ficam em Maceió.

Com a transferência, outros 240 presos que cumprem pena atualmente no Agreste serão encaminhados para a Capital, onde ficam no Baldomero Cavalcanti. Diferente da informação inicial passada pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) à imprensa, a nova penitenciária não vai ficar com nenhum detento.

De acordo com a Seris, não houve registro de rebelião ou motim, mas a transferência é realizada de forma preventiva, para evitar confrontos entre reeducandos, como os registrados em Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Famílias denunciam falta de estrutura

Familiares de presos que acompanham a movimentação para a transferência denunciam que a nova unidade prisional não possui estrutura para funcionar e, com isso, os reeducandos estariam sem água e sem comida desde ontem. O prédio, segundo as mulheres, não tem energia elétrica, água, nem colchões.

“Desde ontem que eles não comem. Desligaram a água e a energia. A alimentação que a gente leva, os agentes remexem como se fosse pra um cachorro. Somos humilhados”, declarou a mãe de um reeducando, que não quis se identificar.

As mulheres chegaram a bloquear a BR-104, em frente ao sistema prisional, em Maceió, deixando o trânsito congestionado no sentido aeroporto, mas em poucos minutos a Polícia Militar negociou a liberação da pista.
TNH1

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