Atendimento às gestantes alagoanas será ampliado com construção de novas unidades hospitalares

Serviços vão garantir acolhimento humanizado e de qualidade para gestantes e bebês

Governo do Estado vêm desenvolvendo novas estratégias de ações em relação ao bem-estar materno-infantil.
Governo do Estado vêm desenvolvendo novas estratégias de ações em relação ao bem-estar materno-infantil.

A chegada de um filho é um momento muito especial para toda mulher. Sentir-se preparada para recebê-lo é fundamental para garantir a saúde e boa formação do recém-nascido. Assim, objetivando vencer desafios e melhorar cada vez mais o atendimento à gestante e à criança, a Sesau e o Governo do Estado vêm desenvolvendo novas estratégias de ações em relação ao bem-estar materno-infantil.

De acordo com a secretária de Estado da Saúde de Alagoas, Rozangela Wyszomirska, a criação da Maternidade de Risco Habitual originou-se da percepção da necessidade de haver, no Estado de Alagoas, uma unidade responsável por atender só as gestantes de partos de risco habitual, visto que a maioria se deslocava para a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), no bairro do Poço, em Maceió, causando superlotação e transtornos a muitos pacientes e familiares.

“Identificamos que tínhamos vários fatores, como desorganização da rede, insuficiência de leitos e superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica. Em relação à insuficiência de leitos, observamos a inexistência de uma maternidade pública de risco habitual na capital, surgindo o compromisso da elaboração desse projeto”, disse a secretária.

A maternidade será construída ao lado da Maternidade Escola Santa Mônica, com recursos de emenda parlamentar da ordem de R$ 28 milhões. A previsão é que a obra seja concluída em 30 meses.

O projeto completo destinado à unidade maternal terá uma área total de 10.067,54 m² e nela serão ofertados os serviços de obstetrícia ao parto cirúrgico e parto normal que se adequam à assistência ofertada por intermédio do Centro de Parto Normal (CPN) e às mulheres em situação de aborto, estimando-se a realização de 1.000 partos/mês.

Contará também com ambulatório de assistência obstétrica e ginecológica, planejamento familiar, pediatria, especialidades de apoio, assistência às gestantes e recém-nascidos de risco, triagem neonatal de atendimento à Vítima de Violência Sexual (VVS) e Serviço de Atendimento Especializado ao HIV/Sífilis, centro de diagnóstico por imagem, terapia de gestante e RN com necessidades especiais.

Com oito andares e um amplo estacionamento, a unidade terá 100 leitos, sendo seis para internação clínica, seis para pré-parto, parto e pós-parto.

Rozangela Wyszomirska destaca ainda que a estruturação no Estado de Alagoas está sendo reorganizada, de modo a fortalecer as unidades do interior, por meio da ampliação de leitos de UTI e UCI neonatal, além de ações visando à melhoria do pré-natal, bem como a redução da mortalidade materna e infantil.

Além disso, o governador Renan Filho informou que outras ações estão previstas, como a construção de hospitais, a exemplo do Metropolitano e o de Clínicas, que serão situados na Avenida Menino Marcelo, em Maceió; e os de Porto Calvo, União dos Palmares, Viçosa e Delmiro Gouveia, como projeto de fortalecimento da regionalização da saúde em Alagoas.

As unidades terão exames de imagem e diagnóstico, assim como o tratamento de hemodiálise. “Acredito que o cidadão será mais atendido pelo Estado com esta rede”, afirmou a secretária.

Segundo Rozangela Wyszomirska, o Hospital de Clínicas será voltado para as especialidades de saúde mental e leitos de longa permanência, enquanto o Hospital Metropolitano será específico para a alta complexidade, maternidade e uma unidade anexa pediátrica.

Para Rita Lessa, diretora-geral da Maternidade Escola Santa Mônica, a ampliação da Rede irá equacionar a demanda, reforçando a qualidade do serviço, uma vez que a gestante vai ter mais uma opção para ter o seu bebê. “Ela vai receber uma melhor qualidade no atendimento, na assistência e, principalmente, no acolhimento. Além de ter à sua disposição um serviço cem por cento SUS”, assegurou.

Ela explica que antes da reforma, iniciada em 2014, a Maternidade Escola Santa Mônica recebia todo tipo de paciente. Por ser ligada à Rede Cegonha – uma estratégia do Ministério da Saúde (MS) operacionalizada pelo SUS e fundamentada nos princípios da humanização e assistência, onde mulheres, recém-nascidos e crianças possuem muitos direitos -, a instituição reforçava sua rede com os motes “Gestante não peregrina” e “Vaga Sempre para gestantes e bebês”, o que, na prática, significava sempre oferecer vaga para gestantes e recém-nascidos.

“A porta da MESM era aberta e chegava todo mundo. Eram consultas ambulatoriais, na maioria das vezes. Além disso, as maternidades de risco habitual, que são credenciadas pelo SUS, fechavam suas portas, pois sabiam que a maternidade ‘tinha capacidade para receber as gestantes’”, desabafou ela Rita Lessa. E continuou: “Pela insuficiência de leitos, as gestantes acabavam, para nossa tristeza, ficando no chão, nas cadeiras e nas macas. Ou, em casos mais graves, dando à luz na própria recepção”.

Costumava ser assim. Mas desde dezembro do ano passado, com a reabertura da unidade, a situação foi melhorada, por meio do Colegiado de Maternidades. Segundo Lessa, foi criada uma veiculação, cujo objetivo é decidir em qual maternidade a gestante dará à luz ao seu bebê.

“É a realização de um sonho que nós temos há muito tempo, que, graças a Deus, conseguimos realizar nesta gestão, com a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, e do governador de Alagoas, Renan Filho. Um avanço e um desafio para a saúde materno-infantil do Estado”, disse Rita Lessa.

 Marcel Vital – Agência Alagoas.