Alimentação escolar é discutida em Maceió

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A ingestão de alimentos saudáveis e limpos é necessária para o bom desenvolvimento físico e mental, principalmente na infância. O primeiro Encontro Técnico do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que aconteceu nestas quinta (5) e sexta-feira (6) no Campus Maceió da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), teve como objetivo a discussão e promoção de boas práticas sobre os processos alimentícios desenvolvidos nas escolas de educação básica, desde a compra do produto até a distribuição da refeição para as crianças.

O evento surgiu de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed), o governo federal, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a Faculdade de Nutrição da Ufal. Foram convidados a participar do encontro os agentes envolvidos com o Pnae como nutricionistas, agricultores, além de conselheiros e gestores de alimentação escolar de Alagoas e outros estados com Sergipe e Pernambuco.

Um dos temas debatidos no encontro foi a aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar para o Pnae, que obedece à Lei Nº 11.947, de 2009, que determina que, no mínimo, 30% do valor repassado aos municípios destinados à alimentação escolar sejam investidos em gêneros alimentícios provenientes de cooperativas, assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas ou quilombolas locais.

A coordenadora de Alimentação e Nutrição Escolar (Cane) da Semed, Anna Carla Luna, fala sobre as expectativas para o evento. “Esse encontro visa atualizar os agentes envolvidos no Pnae a respeito das resoluções existentes, articular a interação entre os gestores de alimentação escolar e agricultores para intensificar parcerias, além de estimular boas práticas para promover uma alimentação saudável nas escolas”. Destaca Anna Carla.

O controle de qualidade e aspectos higiênicos-sanitários da alimentação escolar também foi tema da palestra proferida por Ione Rosas, consultora do Programa de Alimentação Segura do Sebrae/AL, na oportunidade foram avaliados os fatores que interferem na qualidade e higiene das refeições escolares, como armazenamento, preparo, manutenção e distribuição dos alimentos.

Amanda Bezerra – Ascom Semed