Tecnologia ajuda cooperativa de Alagoas a diminuir danos ao meio ambiente

Iniciativa assegura adequação à legislação ambiental da primeira fábrica de fécula

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Experiência mostrou que iniciativa é viável e rende bons resultados. Foto: Ascom Desenvolve

 

No povoado de Campo Grande, em Arapiraca, um sistema que transforma em riqueza os resíduos poluentes da fabricação da farinha de mandioca foi implantado com recursos do Estado, através da Agência de Fomento de Alagoas – Desenvolve.

 

A tecnologia, que utiliza um biodigestor para transformar os gases resultantes da produção da farinha em um biogás, atende energeticamente uma fecularia que reúne aproximadamente 500 produtores em uma cooperativa.

 

O recurso de R$ 850 mil, liberado pela Desenvolve para a Cooperativa Agropecuária de Campo Grande (Cooperagro), está garantindo a realização de um fato inédito não só em Alagoas, mas no Nordeste: a adequação à legislação ambiental da primeira fábrica de fécula.

 

A cooperativa detém agora o caráter de autossuficiente energeticamente, ou seja, produz boa parte da energia necessária para a produção da farinha de mandioca, reduzindo consideravelmente a utilização de lenha.

 

Resultado também da implantação do sistema é o adequado descarte dos efluentes da produção da farinha de mandioca, a chamada manipueira, evitando a poluição do solo e das águas, reduzindo os prejuízos ao meio ambiente.

 

 

O biodigestor passará a atender a produção com vistas à preservação ambiental, demanda energética (com a produção de biogás) e biofertilizante com alta qualidade.

 

Eloísio Lopes, presidente da cooperativa, fez uma apresentação técnica do sistema na manhã desta quarta-feira (20), a produtores da região e aos parceiros do projeto, como a Agência de Fomento e o Sebrae. A iniciativa vai possibilitar que a farinha produzida pelos cooperados tenha maiores possibilidades de comercialização e, portanto, maior lucratividade e retorno aos pequenos produtores.

 

De acordo com Rafael Brito, presidente da Desenvolve, isso representa todo um processo de gestão da economia verde que vem sendo articulado pela agência.

 

 

“Vamos apostar também em projetos voltados para a sustentabilidade do agronegócio que considerem a proteção ao meio ambiente, aos empregos e à economia sustentável”, pontuou Brito.

 

Animado com as novas possibilidades que se abrem à cooperativa, como o lançamento de mais um produto pela Cooperagro, o biscoito de polvilho, Eloísio Lopes ressaltou que o sistema impactará tanto os produtores familiares da mandioca, como os consumidores, que terão a oportunidade de adquirir e valorizar a produção local, melhorando a renda dos agricultores alagoanos.

Eliete Amâncio – Agência Alagoas