IBGE e Seplag: Alagoas foi o Estado do Nordeste menos afetado pela crise econômica

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, nesta sexta-feira (16), os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas referente ao ano de 2016. De acordo com o estudo, o PIB do Estado alcançou um valor de R$ 49,456 bilhões no ano analisado.

Segundo os dados coletados por meio da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), que é responsável pela análise do estudo na Seplag, o PIB alagoano apresentou queda de -1,4% em 2016, um recuo menor que o do próprio PIB nacional (-3,3%). Além disso, de acordo com os números, Alagoas é a unidade federativa do Nordeste menos afetada pela crise econômica que assolou o país em 2015 e 2016.

“No contexto nacional, o Estado foi o que apresentou o menor recuo de PIB do país, ficando atrás apenas de Roraima, que variou positivamente o volume do PIB em 0,2% e do Distrito Federal, que não apresentou variação”, explica o gerente de Estatística da Seplag, Roberson Leite.

Com base no levantamento, o setor de Serviços, que é responsável pela maior representatividade na economia alagoana, apresentou um Valor Adicionado (VA) de R$ 32,451 bilhões em 2016, com queda real de -1,15% em relação a 2015. Já o setor de Agropecuária foi o que mais cresceu em relação ao ano anterior do estudo, atingindo um VA de R$ 6,752 bilhões em 2016 e apresentando um crescimento real de 4,30%.

“Na Agropecuária, constatamos um processo de recuperação em relação a 2015, principalmente devido ao crescimento de várias culturas, como a da laranja, no Vale do Mundaú, a do abacaxi, em Limoeiro de Anadia e a da batata-doce em vários municípios alagoanos. Também tivemos uma recuperação do coco-da-baía e um crescimento da cultura do maracujá na região da cidade de Coruripe”, afirma o superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento, Thiago Ávila.

O setor de Indústria, por sua vez, apresentou uma situação menos desfavorável em relação a 2015, mas continua em queda na economia. O estudo revela que o setor apresentou uma queda de -5,28% em 2016, resultando num VA de R$ 5,539 bilhões.

De acordo com os dados divulgados e os estudos da Sinc, a expectativa é de que seja registrada uma retomada na atividade econômica alagoana a partir de 2017, já que no pior momento da crise, Alagoas sofreu menos que o país, e que, pelos dados preliminares, o PIB do Estado vem crescendo mais que o nacional.

Para conferir a nota técnica com os dados referentes ao PIB alagoano de 2016, basta acessar o site dados.al.gov.br.

Ascom – 16/11/2018